Eis aí três poemas do Na Asa Turva da Vertigem.
SUBSTÂNCIA
não sou
nada sei nada sinto
sem sentidos sem sentido
sombra
sem vestígio de sol
sem ti
ó palavra
sou mudez
só ausência sou
TEIMOSIA COTIDIANA
todos os dias vais
todos os dias
vagando pelas ruas esquinas
de ti
esquinas dos sonhos
onde teimas
em existir
em resistir
à pressão ao afã à azáfama
do barulho ensurdecedor oriundo
dos círculos inferiores
do inferno de Wall Street
METAFÍSICA
carne e sonhos
é tudo que somos?
seres efêmeros
do eterno famintos?
angústia infinda
na existência finita?
momento fugaz
entreabrindo o vazio?
instante (já foi?)
tecendo o nada?
e tudo é sem sentido?
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