Tudo finda.
Tudo um dia finda
e nem percebemos
essa morte súbita
e escorregadia a carcomer
os nervos do que foi espanto.
Vem desde antes
mesmo ainda antes
da elaboração do existir
esse morrer constante
que dá-se à vida.
Vida:
nome tanto para
tão pouca fruta
que não cessa de madurar seu fruto
e infalível apodrecer
em semente.
(Cavalo-Marinho)
É isso aí meu cumpadi, que bom perceber mais uma vez que a poesia já nos sabia sem que nos soubéssemos, e que é preciso revisitá-la para explicar o presente que já estava dito lá atrás, desde sempre... o desafio será nos reinventarmos a partir do que sempre fomos, para chegar a ser o que éramos, o que sabíamos sem saber...o desafio é saber sabendo...
ResponderExcluirQue belo poema, Portela! Parabéns pelo blog e pelo seu talento! Grande abraço.
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